PSOE e CiU recorrem mais uma vez ao garrote vil sobre a classe operária e aprovam aumento da idade de reforma até os 67 anos

Imaxe de O Garcia do Outeiro

Antom Fente Parada: PSOE e CiU recorrem mais uma vez ao garrote vil sobre a classe operária e aprovam aumento da idade de reforma até os 67 anos

O Congresso dos Deputados do Reino de Espanha aprovou, também com o voto do "esquerdista" Rubalcaba,  a reforma das aposentadorias que elava a idade de reforma até os 67 anos. 

O Governo alcançou um acordo com o partido de direita catalão CiU. A Câmara baixa deu o seu visto bom após aceitar quarenta emendas do Senado à "Lei de Actualización y modernización del sistema de Seguridad Social", que entrará em vigor em 2013 e fixa os 67 anos para reformar-se com uma cotização de 37 anos e mantém os 65 anos atuais apenas para as pessoas que cotizaram 38 anos e 6 meses. 

Num contexto de precariedade os 65 anos mantenhem-se apenas para aquelas pessoas que, paradoxalmente, têm empregos estáveis e bons, por exemplo empresários, ou seja, os que menos precisariam reformar-se aos 65 anos. Num contexto de emprego submergido que chega ao 8% do PIB, com precariedade,com o PP ameaçando com novas reformas laborais… quem é que vai cotizar 37 anos? Com um desemprego superior ao 20% e um atroz desemprego juvenil superior a 40% e umha precariedade laboral de 33% a reforma não vai encaminhada a assegurar a Segurança Social, mas a promocionar os fundos de pensões privados, para maior glória da banca. 

Por se for pouco, e como o antigo dirigente de Die Linke em Alemanha advertia (Oskar Lafontaine), as aposentadorias reduziram-se muito porque os anos que se terão em conta para calcular a quantia da aposentadoria passam dos 15 atuais para 25. Isto traduzido à prática quer dizer que as aposentadorias se reduzirão 20% ao ampliar o cômputo a 25 anos e a idade de retiro a 67 anos. Se temos em conta que as aposentadorias da Galiza são as mais baixas do Estado espanhol com diferença o panorama não pode ser mais desolador para o futuro de milhares e milhares de galegos.

A nova reforma, como todas as realizadas no eido do trabalho, é mais uma volta de porca do poder justificada "por el bien de todos" e baseada nos mesmos argumentos falaces de sempre (aqui e aqui). Assistimos assim, infelizmente com pouca contestação social, a mais uma reforma, a sexta do sistema de pensões e a oitava da Segurança Social, que exigirá para as reformas antecipadas aos 63 anos 33 anos cotizados… Um sumandum dificilmente camuflável com a inclusão dos empregados do fogar no Regime Geral da Segurança Social a partir do 1 de janeiro de 2012 ou com obrigar às empresas de mais de 500 trabalhadores que obtenham benefícios (com o doado que é manipular a contabilidade) e iniciem um ERE  a  assumir o pago do subsídio por desemprego dos despedimentos..

Em resumo, outra labaçada na cara da classe trabalhadora, nesta não luta, mas malheira de classes.